A prefeitura de Petrópolis, na região serrana do Rio, conseguiu o empenho de R$ 37 milhões do governo federal para a construção de 248 unidades habitacionais na cidade.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (22), em Brasília, durante agenda com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
Segundo o prefeito Hingo Hammes, os recursos serão destinados à construção de moradias para famílias que perderam a casa em durante as fortes chuvas e deslizamentos que atingiram Petrópolis nos últimos anos. "Muitas dessas pessoas ainda vivem com o auxílio do aluguel social e terão oportunidade de reconstruir suas vidas com dignidade e segurança, disse, em nota, o prefeito. Estamos trabalhando para transformar a vida dessas pessoas e avançar com soluções definitivas para quem mais precisa, acrescentou.
A resiliência de Petrópolis, da sociedade, da política pública, dos governantes tem sido cada vez mais fortalecida, ressaltou o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, lembrando da parceria do governo federal com a prefeitura de Petrópolis. O ministro também anunciou o empenho de R$3 milhões para obras no cemitério do centro.
Durante a reunião, também foram discutidas estratégias para fortalecer o sistema de proteção e prevenção da cidade. Petrópolis já conta com o Defesa Civil Alerta, um sistema reconhecido por atuar na redução de riscos, além de planos de contingência, rotas de fuga e campanhas educativas junto à população.
Nosso objetivo é avançar na construção de uma nova cultura de prevenção. Precisamos lidar melhor com os riscos, criar soluções duradouras e garantir mais segurança para toda a população, disse o secretário municipal de Defesa Civil, Guilherme Moraes.
O empenho de recursos foi viabilizado com apoio técnico da Secretaria Nacional de Proteção e da Defesa Civil de Petrópolis.
Tragédia
As cidades da região serrana do Rio de Janeiro foram atingidas por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como a tragédia que ocorreu na madrugada de 12 de janeiro de 2011. Sete municípios da região sofreram uma das maiores tragédias provocadas pelas chuvas na história do país: 918 morreram e mais de 300 ficaram desaparecidas, conforme cálculo das prefeituras.
O fenômeno climático mais recente na serra ocorreu em 15 de fevereiro de 2022, quando uma tempestade se concentrou no Morro da Oficina, em Petrópolis, deixando 233 mortos e dois desaparecidos.

