O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (11) uma intervenção direta em Washington, D.C., colocando a Guarda Nacional nas ruas e assumindo o controle da polícia local. Segundo ele, a medida é necessária para combater “crime, sangue e caos” na capital, embora números oficiais indiquem queda nos índices de violência.
Amparado pela Lei de Autonomia do Distrito de Columbia de 1973, Trump declarou emergência de segurança pública e designou a procuradora-geral Pam Bondi para chefiar a polícia metropolitana. O governo afirmou que 800 membros da Guarda Nacional, além de centenas de agentes federais, atuarão para restaurar a “lei e a ordem” na cidade.
Entre as ações anunciadas estão a remoção imediata de acampamentos de sem-teto e o endurecimento contra crimes violentos. Trump prometeu que a operação será rápida, comparando-a a medidas adotadas na fronteira para conter imigração irregular.
A prefeita Muriel Bowser contestou a narrativa presidencial, afirmando que não há aumento da criminalidade e que a cidade registrou queda nos índices de violência. Ela reconheceu que a Guarda Nacional está sob comando do presidente, mas defendeu o trabalho conjunto entre forças locais e federais.
A medida ocorre poucos dias antes do encontro de Trump com o presidente russo Vladimir Putin, e o republicano disse que quer evitar que a imagem de uma capital “suja e perigosa” se projete internacionalmente.
Fonte: CBS

