A luta pelo transplante em Miami para o menino Davi Miguel, hoje com 4 anos e que sofre de doença rara no intestino, está chegando ao fim. A família deve voltar ao Brasil sem a tão sonhada cirurgia.
Desde julho de 2015, quando conseguiram vir para Miami, os pais tentaram colocar o filho na lista para receber o transplante. Conhecida como “diarreia intratável”, a síndrome afeta as funções do intestino. Por isso, a criança não se alimenta pela boca e precisa ficar ligada a um fio de alimentação parenteral.
Assim como outras crianças brasileiras já fizeram, o transplante seria no Jackson Memorial Hospital, em Miami.
Ao Gazeta News, a mãe, Dineia Gama, disse que o fato de terem colocado cateter no filho assim que chegaram era um sinal de que o transplante seria possível. “Chegamos em julho de 2015 e colocaram dois cateteres nele . Eu creio que era pra entrar pra fila porque senão não tinha colocado. Mas quando ele internou em outubro de 2015 com trombose, eles já anunciaram que ele não permaneceria na fila”, desabafou.
Mas, desde então, Dineia explica que continuaram aguardando decisão da justiça e também ter algum hospital especializado que pudesse receber o Davi no Brasil.
Como viemos por decisão judicial, não poderíamos simplesmente colocar o Davi em um voo comercial para voltar. E também, na época, não tinha o Home Care em São Paulo, que hoje já tem. Pela qualidade de vida dele aqui, o tempo que pudemos ficar, nós ficamos”, conta.
Agora, a família aguarda uma audiência marcada para 6 de dezembro pela Justiça Federal do Brasil que deve definir as condições e a data do retorno.
Campanha de R$ 1,5 milhão
Após campanha massiva no Brasil, a família conseguiu R$ 1,5 milhão e se mudou para a Flórida. Desde então, a justiça brasileira acompanha e ficou responsável pela forma como deveria ser gasto o dinheiro arrecadado com as campanhas feitas pela família. No Brasil, Davi Miguel dará continuidade ao tratamento no Hospital Menino Jesus, que faz parte do Hospital Sírio Libanês e, que segundo Dineia, talvez não precise ficar muito tempo dentro do hospital. “As crianças que estavam internadas lá com problema de intestino já estão em casa há dois meses em Home Care!! Isso é o que me alivia mais, por saber que ele não vai ter que ficar dentro de um hospital como ele ficava quando descobrimos a doença”, desabafa. A história da doença e luta pelo transplante pode ser acessada pela campanha Movidos pela Vida - Davi Miguel.
