O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) voltou a exigir que membros do Congresso avisem com antecedência antes de inspecionar centros de detenção de imigrantes, ao anunciar uma nova política que busca contornar uma decisão judicial que havia bloqueado restrições desse tipo.
A diretriz, datada de 8 de janeiro e apresentada no sábado à Justiça federal, determina que parlamentares agendem visitas a instalações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) com pelo menos sete dias de antecedência. Qualquer exceção à regra precisará da aprovação direta da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que assinou o memorando.
No fim de semana, as deputadas democratas Ilhan Omar, Angie Craig e Kelly Morrison, todas de Minnesota, afirmaram ter sido impedidas de entrar em uma unidade do ICE em Minneapolis. A tensão na cidade aumentou após um agente do ICE matar a tiros Renee Nicole Good, episódio que o governo Trump classificou como legítima defesa, versão rejeitada por autoridades locais.
Em dezembro, um juiz federal em Washington havia barrado uma política idêntica do DHS, citando leis orçamentárias que proíbem o uso de recursos para impedir ou condicionar visitas de fiscalização do Congresso a centros de detenção. Antes disso, o ICE tradicionalmente permitia inspeções sem aviso prévio.
No novo memorando, Noem argumenta que a exigência será aplicada apenas com recursos do chamado One Big Beautiful Bill Act, lei sancionada no ano passado que destinou US$ 75 bilhões ao ICE. Segundo ela, a medida visa garantir a segurança e evitar que visitas se transformem em “encenações midiáticas”.
Fonte: CBS

