Por Marisa Arruda Barbosa
Semanas atrás, quando iniciamos uma série de reportagens sobre agentes
de viagens, a dona da Alvatour, Viviane Saíde, fez a previsão certa: de que, com a aproximação do final do ano, mais e mais problemas surgiriam em relação a “agentes” de viagens.
Quase uma dúzia de pessoas entraram em contato com o Gazeta, dizendo terem
sido lesadas ou pela própria Beta Travel, que denunciamos na última reportagem sobre agentes de viagens, ou por outras agências, como a Ronald Travel.
Alessandra Cortazio, a primeira a denunciar a Beta Travel, nos informou que
conseguiu recuperar seus cerca de 780 dólares, através de um money order enviado por correio pela “dona” da Beta Travel, Maria Betânia Matias, à sua residência.
Mas esse não é o caso da maioria das pessoas que nos contataram. O Pastor Silair Almeida, da Primeira Igreja Batista do Sul da Flórida, afirma
que a sua igreja, por muito tempo, indicou a Beta Travel para seus fiéis, uma vez que Betânia era frequentadora da igreja.
“Não vejo problema em indicar para tentar ajudar as pessoas conhecidas”, afirmou Almeida. No entanto, quando pessoas começaram a reclamar, Almeida sentou com Betânia, que o procurou chorando, para tentar ajudá-la a encontrar uma forma de devolver o dinheiro. De acordo com o pastor, ela devolveu o dinheiro a algumas pessoas através do cartão de crédito.
“Há mais ou menos uma semana eu perdi o contato com ela”, disse Almeida.
“Na última vez que nos falamos ela ligou de um telefone privado e não quis me dar o número”. Por causa disso, o pastor afirma que não tem mais como ajudar as pessoas.
Betânia havia afirmado que havia cerca de 15 pessoas sem passagens. Mas parece ser muito mais. De acordo com Almeida, pelo menos três pessoas na igreja foram lesadas.
Além dessas três pessoas, Derlimario Teixeira, a quem mencionamos na reportagem anterior, ainda não conseguiu nenhum contato com a Beta Travel. Ana Souza conseguiu o dinheiro de volta através do cartão de crédito, mas não viu os mil dólares em cash que pagou por parte da passagem.
Nichele da Rosa ficou no prejuízo de 3.600 dólares, pela compra de três passagens para o Brasil, onde passaria suas férias planejadas para reunir toda a sua família e apresentar seu namorado americano.
“Eu iria com meu filho e meu namorado, tínhamos reserva em hotel no Rio de
Janeiro e iríamos nos reunir com a minha família”, disse Rosa. “Ela destruiu não só minhas férias, como um sonho”.
Rosa disse que deu queixa na polícia e contatou seu cartão de crédito, que irá investigar e poderá devolver seu dinheiro em alguns meses.
Viviane Saíde, da Alvatour Travel and Services, sugere que se preencha um formulário a ser enviado para a “Division of Consumer Services” do departamento de Agricultura da Flórida, juntamente com cópia do recibo de pagamento e outros documentos relativos à queixa. É importante que se tire cópia de tudo, antes de enviar para o órgão, para que se envie a mesma documentação para outros órgãos e entidades competentes, como a própria
companhia aérea. O formulário pode ser encontrado neste link:
http://www.doacs.state.fl.us/onestop/forms/10000.pdf
Pastor Almeida contou que um outro pastor tentou ir até a casa de Betânia para conversar. Ele falou com outra pessoa, educadamente, que disse que ela não estava.
Assim que ele saiu da casa, um policial o parou, dizendo que Betânia ligou
para a polícia.
“As pessoas têm que entender que não adianta querer fazer justiça com as próprias mãos”, disse Almeida. “Não adianta ir à casa da pessoa, pois nesse país o dono da casa tem a razão, podendo causar ainda mais dor de cabeça do que apenas a perda da passagem”. O pastor aconselha que as
pessoas façam queixa na polícia, assim como Rosa fez.
“O mais chato de tudo foi ter que falar para meu namorado americano que fui enganada por uma brasileira”, disse Rosa.
Para comentários e sugestões: CLIQUE AQUI
Para ler a versão completa do Jornal Gazeta Brazilian News CLIQUE AQUI


