Escolas dos estados do Texas e Ohio estão fechadas, desde o dia 16, como forma de prevenção ao ebola. As instituições de ensino tomaram a medida após terem conhecimento de que alguns estudantes e funcionários das instituições estavam no mesmo voo que a enfermeira Amber Vinson, segunda pessoa diagnosticada com ebola que contraiu o vírus dentro dos Estados Unidos. Os estudantes ficarão em casa pelos próximos 21 dias, tempo máximo de incubação da doença.
A enfermeira foi contaminada após tratar de um liberiano com ebola no Texas. Segundo o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Tom Frieden, os funcionários envolvidos no tratamento de Duncan podiam viajar, mas não em aeronaves comerciais, junto com outros passageiros. Amber viajou de Cleveland para Dallas, no dia 13. Ela começou a apresentar os sintomas da doença no dia seguinte. No total, 132 passageiros estavam a bordo. Todos foram convocados pelas autoridades americanas e são monitorados.
De acordo com o jornal “New York Daily News”, três escolas do distrito de Belton, no centro do Texas, e alguns ônibus serão desinfetados após a descoberta de que dois estudantes estavam no mesmo voo que a enfermeira.
Duas escolas na região de Cleveland, em Ohio, também ficaram fechadas após a descoberta de que uma professora pode ter estado no mesmo avião.
Segundo Frieden, no entanto, o risco de que outras pessoas no avião tenham sido expostas ao ebola é "extremamente baixo", já que Amber não vomitava e não sangrava.
Casos
O caso é o segundo de transmissão da doença dentro dos Estados Unidos. Nina Pham, uma enfermeira também do Texas, foi o primeiro caso. Nina, de 26 anos, contaminou-se com o vírus como membro da equipe que tratou do liberiano Thomas Eric Duncan. Ela recebeu plasma retirado do sangue de um médico que se curou da doença. A transfusão de plasma, contendo anticorpos para o vírus do ebola, ocorreu na tarde do dia 14.
Duncan tinha viajado da Libéria para o Texas em setembro e começou a apresentar os sintomas do ebola dias depois de sua chegada. Ele morreu na semana passada. Outras 76 pessoas que podem ter tido contato com Duncan após sua internação estão sendo monitoradas.
Outro funcionário do Hospital Presbiteriano de Saúde do Texas foi isolado em um navio de cruzeiro com suspeita ter tido contato com o vírus do ebola. Apesar dele não ter apresentado nenhum sintoma da doença, pode tocado fluídos de Thomas Duncan. O profissional embarcou em um cruzeiro, em Galveston, no último domingo, 12, e passou a ser monitorado no dia seguinte. Ele não apresenta sintomas, mas, junto com seu acompanhante, optou por se isolar voluntariamente em sua cabine.
As autoridades norte-americanas estão organizando o seu retorno ao país.
Fonte: Reuters e New York Daily News.

