A contagem de votos das eleições de meio mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira, 8, ainda está acontecendo em alguns estados e, de acordo com as projeções mais recentes, os Republicanos, do antigo Presidente Donald Trump, mantêm uma vantagem sobre os Democratas, do Presidente Joe Biden.
Os Republicanos lideram a conquista de lugares no Senado, com 17 eleitos face aos 11 senadores assegurados pelos Democratas, segundo as mais recentes projeções da agência de notícias Associated Press (AP).
Já nas projeções para a Câmara dos Representantes, os Republicanos asseguraram mais de 186 eleitos, face aos 149 assegurados pelos Democratas.
Também nas eleições dos governadores, os Republicanos lideram as projeções com pelo menos 16 lugares contra 13 dos Democratas.
As eleições de meio mandato determinarão qual o partido que controlará o Congresso nos dois últimos anos do mandato do Presidente Joe Biden, estando também em jogo 36 governos estaduais e vários referendos estaduais a medidas sobre questões-chave, incluindo aborto e drogas leves.
Em disputa estão todos os 435 lugares na Câmara dos Representantes e ainda 35 lugares no Senado.
A "chave" para uma vitória total - ou parcial - Republicana no Congresso serão pelo menos seis corridas altamente disputadas - New Hampshire, Pensilvânia, Ohio, Geórgia, Colorado e Carolina do Norte - cujos resultados poderão ser conhecidos apenas nos próximos dias e inclusivamente ser alvo de disputas judiciais.
É uma corrida eleitoral muito apertada até agora. Ou seja, são eleições ainda mais importantes do que aparentam: Biden já disse que os resultados vão afetar "as próximas décadas", Trump pode ter aqui um impulso decisivo para avançar com a candidatura às presidenciais de 2024.
Os primeiros resultados, segundo a imprensa norte-americana, mostram que os eleitores estão profundamente desapontados com a situação atual nos Estados Unidos, demonstrando preocupação com a alta inflação, e desaprovam o governo de Joe Biden, de acordo com sondagens divulgadas pela Associated Press (AP).
Das eleições desta terça-feira saiu já a inédita eleição de um governador afro-americano no estado de Maryland - o Democrata Wes Moore, de 44 anos, que derrotou o rival republicano Dan Cox, que recebeu o apoio do ex-presidente Donald Trump.
Desta forma, o estado de Maryland passou para as mãos do Partido Democrata, uma vez que anteriormente era governado pelo republicano Larry Hogan.
Na Flórida, o Democrata Maxwell Alejandro Frost derrotou o republicano Calvin Wimbish por um assento na Câmara dos EUA na Flórida, tornando-o aos 25 anos o primeiro membro da 'Geração Z' a conquistar um assento no Congresso.
História fez também a procuradora-geral Democrata Maura Healey, eleita governadora de Massachusetts, a primeira abertamente homossexual a ocupar o cargo. Healey derrotou o republicano Geoff Diehl, um ex-deputado estadual que tinha o apoio do ex-Presidente Donald Trump.
Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes, que é membro do partido Democrata, no poder, disse que o Presidente Biden é vitima da desinformação.
“Os números que se relacionam com o Presidente não são realmente assim tão maus. Quando perdemos em 2010, o desemprego era de nove por cento e meio. Neste momento, está em três por cento e meio. Portanto, este Presidente não recebe o crédito que merece. Mas penso que tem de haver um reconhecimento da desinformação que anda por aí", alertou Pelosi.
Fonte: Deutsche Welle.

