A primeira vacina contra chikungunya foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) nesta sexta-feira, 10.
A vacina, de dose única, vai ser comercializada como Ixchiq e é indicada para pessoas com 18 anos ou mais que morem em regiões expostas ao vírus - como é o caso do Brasil. Ela contém uma versão viva e enfraquecida do vírus chikungunya e pode causar sintomas no receptor da vacina semelhantes aos sentidos por pessoas com doença de chikungunya.
O imunizante aprovado é do grupo Vanlneva, uma produtora de vacinas da Áustria.
A segurança do Ixchiq foi avaliada em dois estudos clínicos realizados na América do Norte, nos quais cerca de 3.500 participantes com 18 anos de idade ou mais receberam uma dose da vacina, sendo que um estudo incluiu cerca de 1.000 participantes que receberam um placebo. Os efeitos colaterais mais comumente relatados pelos vacinados foram dor de cabeça, fadiga, dores musculares, dores nas articulações, febre, náusea e sensibilidade no local da injeção.
O vírus chikungunya é transmitido principalmente às pessoas através da picada de um mosquito 'Aedes aegypti' infectado.
A chikungunya é uma ameaça emergente à saúde global, com pelo menos 5 milhões de casos de infecção pelo vírus chikungunya relatados durante os últimos 15 anos. O maior risco de infecção ocorre nas regiões tropicais e subtropicais da África, Sudeste Asiático e partes das Américas onde os mosquitos portadores do vírus são endêmicos. No entanto, o vírus chikungunya espalhou-se por novas áreas geográficas, causando um aumento na prevalência global da doença.
Os sintomas mais comuns incluem febre e dores nas articulações. Outros sintomas podem incluir erupção na pele, dor de cabeça e dores musculares. Alguns indivíduos podem sentir dores debilitantes nas articulações que persistem por meses ou até anos. O tratamento inclui repouso, líquidos e medicamentos de venda livre para dor e febre.
“A infecção pelo vírus chikungunya pode levar a doenças graves e problemas de saúde prolongados, especialmente para adultos mais velhos e indivíduos com condições médicas subjacentes”, disse Peter Marks, M.D., Ph.D., diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA. “A aprovação de hoje atende a uma necessidade médica não atendida e é um avanço importante na prevenção de uma doença potencialmente debilitante com opções de tratamento limitadas”.
No Brasil, o Instituto Butantan tem parceria com a produtora Vanlneva, informou o G1.

