Um brasileiro de 41 anos de Haverhill, Massachusetts, foi indiciado na quinta-feira, 20, após procuradores do Departamento de Justiça do estado afirmarem que ele apresentou um pedido fraudulento de Auxílio Desemprego Pandêmico em nome de outro brasileiro que mora no Brasil.
Julio Roncaly Morais foi acusado de um crime de fraude eletrônica e um crime de conspiração para cometer fraude eletrônica, de acordo com um comunicado do Departamento de Justiça. Se condenado, o brasileiro pode pegar até 20 anos de prisão.
De acordo com os documentos de acusação, Morais entrou com uma ação em Massachusetts em 3 de junho de 2020, em nome de Chelbe Moraes, que na época residia no Brasil.
No requerimento, Morais supostamente certificou, sob pena de perjúrio, que Chelbe Moraes era residente em Massachusetts e estava apto e disponível para trabalhar em Massachusetts, mas não pôde devido à pandemia. Como resultado desta reclamação, o Departamento de Assistência ao Desemprego de Massachusetts pagou um total de US$ 5.202 em benefícios antes de suspender os pagamentos devido à incapacidade de entrar em contato com o co-conspirador.
As acusações de fraude eletrônica e conspiração para cometer fraude eletrônica preveem, cada uma, uma pena de até 20 anos de prisão, três anos de libertação supervisionada e uma multa de até US$ 250.000.
As sentenças são impostas por um juiz do tribunal distrital federal com base nas Diretrizes de Penas dos EUA e nos estatutos que regem a determinação de uma sentença em um caso criminal.
Outros crimes
Em um caso separado, Moraes é acusado de conspiração para trabalho forçado, encorajando e induzindo um estrangeiro a vir, entrar e permanecer nos Estados Unidos com a finalidade de obter vantagem comercial ou ganho financeiro privado, sabendo e em desrespeito imprudente do fato de que tal vinda, entrada e residência é ou será uma violação da lei e conspirará para fazê-lo; conspiração para lavagem de dinheiro e lavagem de dinheiro, segundo o gabinete de Levy.
Proprietários de dois restaurantes na cidade de Woburn, a cerca de 17 km de Boston, Jesse James Moraes, seu filho Hugo Giovanni Moraes, e seu irmão Chelbe Willams Moraes, são acusados de operar um esquema de tráfico humano a partir de Minas Gerais. O trio aliciava pessoas interessadas em se mudar para os EUA, cobrando até $ 22 mil pela travessia ilegal, com a promessa de que trabalhariam em seus restaurantes. Eles são acusados também de conspiração para trabalho forçado. As autoridades investigam se Julio Roncaly Morais fazia parte do esquema de tráfico humano, informou o jornal Mass Live.
As acusações que Morais enfrenta podem acarretar uma pena de prisão de 20 anos e uma multa de 250 mil dólares. A audiência de causa provável de Morais será às 14h de 16 de abril.