Relatos de escassez encheram as redes sociais na terça-feira (2), mostrando prateleiras vazias onde o papel higiênico e, em menor escala, o papel toalha deveriam estar.
Mas a greve nos portos do Maine ao Texas terá um impacto absolutamente nulo no fornecimento destes produtos.
A esmagadora maioria - mais de 90%, segundo algumas estimativas - do consumo de papel higiênico nos EUA provém de fábricas nacionais. A maior parte do restante vem do Canadá e do México, o que significa que chega muito provavelmente por ferrovias e caminhões, e não por navio.
Mas isso não impediu o pânico coletivo da multidão de pessoas correndo para estocar papel por medo de uma escassez, alimentada por más lembranças de 2020, durante a pandemia.
Provavelmente haverá alguma escassez causada pela greve portuária, mas principalmente de produtos perecíveis para os quais o mercado dos EUA depende de importações. Um desses itens são as bananas.
As importações respondem por quase 100% do suprimento de bananas dos EUA, a fruta mais popular dos Estados Unidos em volume, e mais da metade das importações de bananas chegam pelos portos em greve, de acordo com dados do American Farm Bureau. Mais de um quarto das importações é feito por apenas um porto em Wilmington, Delaware.
Essas bananas têm um prazo de validade curto. Portanto, os transportadores não puderam enviar um grande volume antes da greve.

