Pela primeira vez na sua carreira - e talvez na história do Ultimate Fighting Championship (UFC) - um lutador adotou a grade do octógono como estratégia para nocautear seu adversário. Anderson Silva colocou as costas na tela para não correr o risco de ser derrubado por Stephan Bonnar durante a luta mais aguardada do UFC Rio 3, na noite do dia 13, no Rio de Janeiro. As informações são do “Terra”.
Com as costas coladas na grade, o brasileiro, campeão dos pesos médios do UFC, deu um show de agilidade, conseguindo se esquivar de praticamente todos os golpes do americano. Bonnar começou a se desgastar e a ficar com a confiança abalada. Até que veio a esquiva que o humilhou. O americano tentou um chute, Anderson saiu de onde estava, e ele acertou a tela em cheio. Dali em diante foram 1min48s até o nocaute. “Eu não sou o melhor, não. Mas sou capaz de fazer o que muitos consideram impossível”, disse Anderson Silva, ainda dentro do octógono.
O brasileiro conta que conseguiu ter percepções que normalmente não consegue quando os dois lutadores estão na trocação no meio do octógono. “Meus treinadores vão tentar me matar, mas devo admitir que me senti confortável na grade. Conseguia antecipar tudo o que o Bonnar iria fazer por eu ser mais leve. Percebi que ele estava com a respiração errada. Aí já era”, continuou.
O lutador ouviu muitos elogios do chefão do UFC, Dana White. “Será o fim de uma era quando Anderson Silva se aposentar. Há tantos caras talentosos no UFC, muitos deles criaram o UFC, mas eu não sei se teremos algum dia outro Anderson Silva. Ele faz coisas que ninguém consegue. É impressionante”, elogiou. Minotauro: “tem que respeitar jiu-jitsu” Dave garantiu que o jiu-jitsu de Rodrigo Minotauro não funcionaria contra ele na luta do UFC Rio 3, e se deu mal. O americano foi finalizado pelo brasileiro aos 4min31 do segundo round. E teve de ouvir calado o público e a réplica do mestre de Anderson Silva. “Ele falou que jiu-jitsu não funcionava. Jiu-jitsu é uma arte brasileira. Todo mundo tem que respeitar”, disse Minotauro, visivelmente muito satisfeito com a arm lock (chave de braço) que conseguiu encaixar para delírio do público que lotou a HSBC Arena.
Glover massacra Maldonado Tratado como um forte candidato a novo grande nome do UFC, Glover Teixeira comprovou, na noite do dia 13, os motivos para tantos elogios. O lutador mineiro exibiu-se de uma maneira categórica e massacrou Fábio Maldonado, em confronto válido pela categoria dos meio-pesados e finalizado somente por conta da intervenção dos médicos, que vetaram a continuidade do paulista no octógono. Wagner Prado é finalizado por Phil Davis Wagner Prado não resistiu ao eficiente jogo de wrestling de Phil Davis e acabou derrotado pelo americano. Davis encaixou uma “anaconda choke” no brasileiro, com 4min29 do segundo round, e frustrou o público. Fitch derrota fenômeno Erick Silva Apontado como um futuro grande lutador brasileiro dentro do UFC, Erick Silva não se sobressaiu no grande teste da carreira dentro da organização. O capixaba não conseguiu se impor diante do experiente Jon Fitch, que, por intermédio do jogo totalmente baseado no wrestling, superou a revelação nacional por decisão unânime da arbitragem (30/27, 29/28 e 29/28), em combate realizado no UFC 153, válido pela categoria meio-médio.

